domingo, 11 de setembro de 2016

Agora





Agora...


Desliguei o relógio do mundo

Quando ancorastes

Nas ancas do vento

Acendi todas estrelas

E a lua, o lustre

Mais ilustre

À nos iluminar

Então parei o tempo

Com tempo para te amar

Tornando mágico cada segundo...

Não são fantasias

Nem o sonho louco

De um poeta em devaneio

Ou versos dispersos

Nem tresloucadas poesias...

Apenas alguém que ama

Com o peito aberto

Que o leito aquece, pouco a pouco

Com o coração em chamas

Esquecido do mundo...

E à tudo, alheio...


Nana Okida



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