
Vem
Não basta a lua cheia
Iluminar o lago
Nem basta ter
O ranger da areia
No solado do sapato
Numa cantiga alheia
É preciso ver!
Vem
Não basta o coaxar do sapo
No mês de agosto
Nem os pequenos cometas
Como pirilampos
Iluminando o céu
Ou o belo guapo
Cantando operetas
Pedindo ao vento
Que desnude teu véu
Mostrando teu rosto.
Vem, vem, vem!
Vestido de cata-vento
Despenteies a bela donzela
Encaracoles os pensamentos
Ofertando um sorriso à ela
Caminhando sob a branca pele
No regaço do teu interior
Sangue que o sangue sele
Num pacto de amor!
Nana Okida
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