Anjo...
Gosto deste
teu olhar guloso
e o sorriso gostoso
que me leva, ao céu
quando me abraça
devorando tudo
regando...
e temperando
com gotinhas de mel!
Gosto da sinceridade
em cada palavra, expressa
de eterno namorado
da paixão incontida
em cada gesto.
Gosto muito
da extensão dos beijos
demorados
Sem pressa
nesta posição invertida...
Nana Okida.
Anjo...
Acolho-te ao final do dia
Como fosse teu acalanto
Ungindo tua pele
Com óleos essenciais
Sirvo uma refeição de poesias
Cubro-te com meu corpo
Fosse ele, teu manto
Acalmando teus ais...
E enquanto descansas
Teus sonhos, embalo
Ouvindo tua respiração
Cadenciada e serena
Sorrindo, calo!
Nana Okida.
Amor...
Da tua boca
Colho promessas
Sussurros
Suspiros e beijos...
Mas, das tuas mãos
Que são apenas carícias
Com a suavidade
Das nuvens
Em noite amena
Desenhando versos
Navegando intimidades
Deslizando serenas
Revelando os mais íntimos segredos
Quero mais...
Quero toques e tapas!
E dos teu braços
Quero abraços
Que sufoquem
Tirando meu fôlego
Provocando, em mim
Muito mais...
Muitos ais!
Nana Okida.
Amor...
As marcas
Deixadas
São profundas
E perfumadas
Como cicatriz
Umbilical
Marca do beijo
Quente
Real
Uma mordida...ocasional
De propósito
Como a gente quis...
O perfume que nos inunda
Regados com alfazema...
E, as marcas
Tatuada nas dobras
Dos nossos lençóis...
Com gosto
E, cheiro...
De nós!
Nana Okida.
Amor...
Ainda sinto
A pressão
Dos teus dedos
Sobre minha pele
Assanhando
Meus pensamentos...
O peso do teu corpo
À sufocar minha paixão
E o roçar dos teus lábios
Despertando vontades
Aumentando o desejo
E arrepiando meus pelos
Na cumplicidade
De cada encontro...
Nana Okida
Amor...
Beijar tua boca
Incomensurável loucura!
Vontade desmedida
Saciada em segundos
No instante da chegada
Deste amor
Que em momento algum
Será olvidado...
Neste desejo insano
De possuir
Do pelo à pele
Gota a gota
Absorvidas
Com sofreguidão
E depois...
Pousar suavemente
No teu regaço...
Quando o corpo
Chegar à exaustão!
Nana Okida
Enganos e desenganos
Um dia a gente se apaixona e passa a adorar o "Príncipe". No outro a gente acorda e Pum! ...
Era um "Sapo"!
Nana Okida