Espaço destinado a poesia de uma mulher meio escorpião, um tanto mente, ou somente coração e se me zangas, sou zangão! Sinto medo, então te agrido, mas mesmo quando firo, morrer de amor, eu prefiro. Peço arrego e também sei pedir perdão...
domingo, 22 de maio de 2016
Couvert poético
Couvert poético
Absorva-me com voracidade
Qual náufrago à beira da inanição
Toma-me como quem tem sede
Eremita perdido num deserto
Sacia-te, de gotas em gotas
Como última refeição
Visão única, que satisfaz
Abraça-me, que te absorvo
Réu confesso, atado a guilhotina
Liquefaço-me como vinho de boa safra
Embriagando-te na mais singela taça
No ventre, a dança, que extasia
Pecador, junto ao cadafalso
Sangra-me, se te apraz
Pecado da gula
Couvert que antecede o prazer
Acolha-me
Aqueça e sevicia!
Nana Okida
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Poema forte, visceral! Amei teu blog, Nana! Beijão.
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