Espaço destinado a poesia de uma mulher meio escorpião, um tanto mente, ou somente coração e se me zangas, sou zangão! Sinto medo, então te agrido, mas mesmo quando firo, morrer de amor, eu prefiro. Peço arrego e também sei pedir perdão...
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Meus olhos
Meus olhos
Opacos pela corrosão do tempo
tão desgastados, quase não enxergam,
o gingado dos teus passos
na proximidade das minhas lembranças,
de um passado tão distante.
Já não encontro o teu pijama
perdido, no fundo da velha gaveta.
Não alcanço teus lábios
sequiosos por beijos
nem sinto, na fusão dos corpos
a mesma imensidão de desejos.
Meus passos incertos,
tão longe, tão perto
não encontram, pelo caminho
a mesma vontade, de ficarmos sozinhos!
Nana Okida.
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