sábado, 21 de maio de 2016

Na tua retina






Na tua retina



Senti um prazer imensurável
Ao me ver ali, emoldurada
Presa na retina dos teus olhos
Neste azul que enfeita meu céu
Palácio dos meus desejos
Divando absoluta
Guardada
Tal qual precioso tesouro, sorri
E meu sorriso ecoou no teu ouvindo
Eriçando o acústico dos teus tímpanos
Então, gargalhei o prazer incontido
Mergulhando fundo, tão fundo
Quanto as entranhas do vulcão
Que lança a lava quente
Fremente, em ebulição
Pra se tornar serena
Quanto a beleza do rio
Desaguando no mar


Nana Okida

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