
Talvez
Se não tivesses invadido
meu sonho, minha inocência e
minha inquieta solidão
mas, se tivesses passado
como passa o vento,
ligeiro, fugaz, finito,
como nuvens passageiras
e chuvas de verão,
não estarias aqui agora,
ocupando, todo meu pensamento,
impondo tua presença, pisando
minh’alma, com prepotência,
habitando meu coração!
Talvez devesses apenas, olhar,
seguindo teu tempo ligeiro,
deixando o destino apagar
sua lembrança, teu beijo,
teu jeito, meio sem jeito,
de pedir carinho, aninhado
aos meus pés com olhos de desejos,
na insaciável vontade de amar!
Nana Okida
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