
Caminhante
Eu contraponho, cada palavra, expressa
Nesta realidade, tão fugaz, quanto a beleza da rosa
Que toda prosa, emudece, diante de ti
Sob o sol escaldante, do deserto de Saara
E a minha necessidade de falar, grita
Ao mundo, tudo quanto o amor é capaz!
Balbucias carícias enquanto me calo
Monto palavras, uma a uma, incansavelmente
Colorindo cada letra, com as cores do arco-íris
Soltando-as, das copas majestosas do Baobá
Fazendo eco, no sibilar do vento, qu’eu invento
E trago comigo, estrelas, para guiar teus dias
Enquanto caminhas em direção do leito
Teço versos no reverso do teu dorso
Pincelando sorrisos, em cada lado do rosto....
Desenho corações apaixonados ao sabor da brisa
E ofereço, ao pé da cama, para a pessoa amada
Quando a tarde, ganha o ouro, do arrebol...
Cantamos uma canção, como o canto da cigarra
Que morre ao nascer do sol!
Nana Okida.
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