terça-feira, 30 de agosto de 2016

Enlevo






Enlevo

Ama-me, mas, ama-me pra valer
Faça como quiseres
Mas, ama-me, do teu jeito
Até não mais querer
E traga teu canto, para abafar meu pranto
Então, venha quando puderes
Descansar teu dia, em mim
Com teu silêncio profundo
Teu grito, aquece meu leito
Desfeito, com sonora acuidade...
E o sol devora a lua, enquanto tatuo versos em teu peito
São rabiscos, coisas de amor, sopradas, em teus ouvidos
Então, deixe-me beber teu veneno
Na ápice do teu ventre, até que me embriague
E te ofereça uma taça, molhada de saudade.


Nana Okida

Nenhum comentário:

Postar um comentário