
Vulcano
Teus braços, uma rede, convidando ao aconchego
Tua boca, fornalha que me consome, louca
Como brasa, atiçada à palha, sedenta de fogo
Queimando tudo, poros, pelos e pele
Até o céu, da minha boca...
O teu beijo, rajada de vento, furacão, açoite
Nocauteando meu passado, como a luz...
Que pouco a pouco, devora, a escuridão da noite!
Lá fora, o tempo caminha, a passos lentos
Para o deleite da lua, que vem arrastando o vento
Que dança, um tango de Ravel, entre nuvens
E astros extasiados, em lua de mel!
E o meu olhar, encontra o teu olhar faminto
Insinuando vontades, no reflexo do espelho
Umedecendo a vidraça, com a graça do cio
Que se evapora no desejo, dos corpos aquecidos
Nestas nuvens, de algodão macio...
Nana Okida.
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