
Silente
Dispo-me da dor
E da indiferença do tempo
E nem tento parar os ponteiros do relógio
Então flutuo indiferente, a tudo!
Em instantes, os minutos se dobram
Como dobram os sinos da capela
Bafejando seu lamento
Com hálito de saudade
Fora da rota
Ladeado de trilhos enferrujados
E a lua surge envergonhada
Naquela noite sem versos
Onde a poesia desesperada
Tentava um Paso Doble
Desiquilibrando em cada canto
E cai por terra
Morre uma vez mais
Indiferente...
E mudo!
Nana Okida.
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