quarta-feira, 13 de julho de 2016

Bailado...




Bailado...

Lá fora, o sol desponta
Iluminando o leito
Perfumado e desfeito...
E o amor esquenta
No encontro dos lábios
Em ávidos beijos
Faíscas, levadas
Pelo vento...
Doces requebros
No balanço do momento
Corpos em chamas
Pelos mesmos desejos
É isto que conta...
E, a casa grita, ainda mais!
E o mundo acorda
Com a melodia
Dos nossos ais...


Nana Okida.

domingo, 10 de julho de 2016

Minúncias




Minúcias.

Espalhadas pelo chão
As roupas
Como um arco íris de cores
Alegrando nossa visão
Os lençóis em desalinho, molhados
Dos corpos extenuados!
E o vapor que vem do chuveiro
A toalha molhada
Onde fica teu cheiro
Aceleram as batidas do coração
Pequenos detalhes
Que se fazem presentes
Como dádivas
Do amor da gente!
Teu perfume, em meu travesseiro
O beijo no portão
Com sabor de café quentinho
É vida que transpira
E colore meus dias!


Nana Okida.

É DE MANHÃ...




É de manhã...

De repente
Irrompes as portas
Da madrugada
Sem tempo de ordenar
Cada batida
Deste meu coração
Que, descontrolado
Atropela as palavras
No afago das mãos
Nem dizes o que sentes
No balanço do encontro
Na emoção do momento
Aumentando a vontade
Devorando a saudade
E o tempo fluindo
Com tanta emoção!


Nana Okida.

Vou te amar!




Vou te amar!


Quando o sangue ferve, em minhas veias
Ouço rugidos dentro de mim
Solto as amarras
Teu cheiro espalhado pelo vento
Em todo campo
Por onde possas estar
Aguça meu instinto animal
Que espreita tua fraqueza
Afiando as garras
Pronta pra te dilacerar
Despertas, em mim, a fera
Como loba, olhando a lua cheia
Ao anoitecer...
Há feromônio no ar!


Nana Okida.

Senhor...

 


Senhor...

Eu não sei orar...
Sei apenas o que desejo
Mas, sei que meu desejo, é por igualdade, justiça
E amor ao próximo
Sem nenhum preconceito...
Quero a união entre as nações,
Sem o vil interesse político
E piedade, muita piedade nos corações...


Que mãos se estendam para o bem;
Como socorristas, quando houver necessidade...
Que sejam benevolentes em ofertar o pão
E solidárias para com o pobre irmão...

E que eu possa Senhor, ajudar
Muito mais que ser ajudada...
Proteger além da minha própria proteção
Alimentar mais que me fartar de alimentos,
Doando muito além, daquilo que recebo...

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Silente



Silente

Dispo-me da dor
E da indiferença do tempo
E nem tento parar os ponteiros do relógio
Então flutuo indiferente, a tudo!
Em instantes, os minutos se dobram
Como dobram os sinos da capela
Bafejando seu lamento
Com hálito de saudade
Fora da rota
Ladeado de trilhos enferrujados
E a lua surge envergonhada
Naquela noite sem versos
Onde a poesia desesperada
Tentava um Paso Doble
Desiquilibrando em cada canto
E cai por terra
Morre uma vez mais
Indiferente...
E mudo!


Nana Okida.

sábado, 2 de julho de 2016

Ele precisa...




Ele precisa...


O poeta
Precisa do mar
Precisa da lua
Das estrelas
Das flores
E, de um(a)muso(a)
Pra se inspirar...
Viver junto a natureza
Precisa de ar puro
Pra respirar
O poeta precisa de amor
Dos olhos ávidos
Do leitor
Para compreender o que ele faz
Da simplicidade
De um amor seguro
E...
De muita paz!


Nana Okida