sábado, 4 de junho de 2016

Só sei amar...

 
 
 
Só sei amar...

Quando tentei ser musa
O mundo me fez poeta
Então, soprei meus versos
Soltos e leves
Feito plumas, no ar...


Nana Okida

Poeta...




Poeta...


Não desista
Vem, mais uma vez
Quem sabe
Quebrarás as regras
Vencendo a resistência
Insista!
Tatua teu nome
Na eternidade, do meu
Que um dia, verei...
Navegue no céu
Desta boca
Que te anseia
Fantasiando desejos
Destilando mel
Ficando louca...
Toma, é teu!
Acabe com a espera
Agasalha-te no côncavo
Alucina, venera
Torna este corpo, escravo
Seja rei!




Nana Okida.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Andejo





Andejo


E tu vens
Chegando do nada
Surpreendendo-me, com inverdades
Trazendo desejos, paixão e beijos
Em cada palavra, doce e envolvente
No jeito matreiro, de me possuir
E este mel que me adoça
Mel, doce mel
Que derramas sobre mim
Com o som da tua voz
Bálsamo que faz esquecer
Que faz meu coração estremecer
Linda e safada...voz!
Um dia, não estarei aqui
Então, grita alto
Que eu quero te ouvir
E até os mais ínfimos gemidos
Inaudíveis à outros
Não para mim!
O som do amor
Os ruídos desconexos
Palavras plangentes
Vindas, da nossa paixão
Gemidos da alma, em festa
Que não são reprimidos
São lavas escaldantes
E que em cada orgasmo
Eu possa sentir!


Nana Okida.

A rosa




A rosa


Jogada sobre a mesa
Dum mármore todo frio
A rosa desfolhada e louca


Nana Okida



Desacoplados




Desacoplados



Percebi tão tarde
que nosso amor,
caminhava por vias
de mão dupla, sem a conexão
que um dia fez parte
das nossas vidas.
Foi quando não senti teus passos,
rangendo na areia,
ao lado dos meus,
percebi então, quão paralelos somos,
no vai e vem desta vida efêmera.
Eu ia, enquanto voltavas
e nem mais o teu cheiro, senti,
impregnado em minha pele,
inserido em minhas entranhas,
onde um dia, se alojou ali,
permanecendo enquanto quisestes
até que num dado momento
substituiu minha abnegação,
por alguém, que te seduziu,
usou e abandonou...
Nada mais existe, de ti, em mim,
tudo ficara para trás, teus medos,
tuas incertezas, tuas inverdades...
Bipolar, como sois, precisavas de tempo,
Se é que saberias como usá-lo,
neste deserto em que andas,
mal acompanhado e,
tão longe assim!
Nana Okida

Leveza




Leveza


Que sejam leves
As tuas mãos
Como são leves
O voo das borboletas
Perpetuando as cores
Tal, o arco íris
Emoldurando com graça
O universo, dos namorados
Em bancos de praça...
Mas, que nada seja breve
Que cada toque
Tome o tempo
Da eternidade
Calculando as horas
Passadas, em suaves passeios
Sobre cabelos, lábios
Coxas e seios
Em desvios demorados
Nos entremeios!


Nana Okida.

Nesta coreografia




Nesta coreografia


Dançastes, como dancei
Nos acordes dos nossos pelos
Amastes, assim, como te amei...
Música soprada nos ouvidos
Como violino, em serenata
Numa noite enluarada
Onde nada faz sentido
Apenas, nós, em nós
Como fôssemos, um único selo!
Sob o edredom que o aquecia
Na sala silenciosa
Nas tuas mãos, o amor florescia
Como música harmoniosa
Lá fora, a chuva, caía rápida, pujante
Respingando aqui, serena, gotejante!


Nana Okida.