sábado, 4 de junho de 2016

Fantasia




Fantasia

Sensuais, os versos que sangro
Ferida aberta, desdobrada, de vontade
Neste mar, que singro
Em fantasias, de suor e libido, gotejados
Puro lirismo orgástico, parido
Mordiscados, de paixão e desejos
Os seios, nos lábios do beijo
Devaneios da poesia
Despudorada, no jeito de amar
Reminiscência do passado, que não sacia
Ilude, tenta regenerar
Embebidos no veneno, do cio
Ritmos liquefeitos, de saudade
Vestígios da memória retrógrada
Quase nunca lembrada.


Nana Okida

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