domingo, 12 de junho de 2016

O Tempo

 
 
 
O Tempo...


Há muito tempo
Foram-se as horas
E os ponteiros gastos
Marcam as marcas
Que o tempo
Quase sem tempo
Encarregou-se
De tatuar em minha face...


É a areia que consome o tempo
Ou o tempo, que consome a areia
Que escorre, transcorre com velocidade
E mostra que o tempo não tem idade?

Vai dobrando a pele do meu rosto
Como um pergaminho desbotado
Com avidez e gosto...

Aí, a neve pranteia
Minha visão
Prateando meus cabelos
Amortecendo a vontade e a ilusão.
Com tristeza, eu sinto
entre uma ou outra dose de absinto
Cada vez mais fracas...
As batidas do meu coração...



Nana Okida

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